We Are #LIVE, No Matter What We Do

Contar uma história é a forma mais antiga, e a forma mais eficaz, de comunicar. Por isso o Storytelling é uma das ferramentas de comunicação mais poderosas de todas. Qualquer um, independentemente do seu background, é captado por uma história e interpreta-a de acordo com a sua experiência. Contribuindo para a formação de reacções personalizadas à mensagem veiculada pela história.

Graças ao avanço da tecnologia, o que antes demorava a saber-se, hoje sabe-se à distância de um clique, na Internet. Que, potenciada pelos social media, permitiu uma interacção em tempo real entre todos. E quando digo todos, é mesmo toda a gente. Qualquer indivíduo, independentemente dos seus estudos e profissão, pode produzir, partilhar e comentar conteúdos. Não existe um curso superior de utilização das redes sociais. Apenas diferentes maneiras de a utilizar.

Enquanto uns partilham com os amigos as suas histórias, muitas das vezes por benefício próprio, esperando para ver o que acontece, outros – como os profissionais de Comunicação – fazem uso das redes sociais com determinado objectivo. Que só é atingível se atendermos ao feedback do nosso público. Ter informação de que o que estamos a contar está a ser positivo ao olhos de quem nos segue.

Para que tal aconteça tem de se construir uma relação de consonância com a nossa audiência. Através de testes às nossas histórias, alimentando-as ou diluindo-as, ouvindo e interagindo com quem está do outro lado. Este é um trabalho que requer um plano social digital bem definido, de modo a alcançar, num fluxo contínuo de comunicação, uma aproximação vantajosa ao nosso público.

A ideia de LIVE Storytelling expandiu-se e chegou à política, às marcas e até à própria televisão. Estas diferentes áreas tentam tirar o melhor partido dela. Seja em acções de divulgação (publicidade), na mudança de consciências ou no reforço de opiniões. Não sobre temas aleatórios, como se pensa, mas sim sobre temas importantes naquele momento. De acontecimentos que aproximam as pessoas à organização/marca num momento de impacto. Normalmente de cariz sócio-cultural, que a própria tecnologia, na maior parte das vezes, despoleta e faz com que cada um de nós acrescente algo à conversa, seja relevante ou não. Atendendo sempre à forma como é que o público interage com o conteúdo publicado. Saber o que querem e o que rejeitam, como se fosse uma experiência científica. Descobrir qual o grau de envolvimento com aquilo de que gostam, do que estão a tweetar e a publicar. E modificar o conteúdo. Dando imediatamente ao público o que ele quer ler, ver ou ouvir. Construindo a desejada empatia com o público. Sempre na lógica da interacção, que, uma vez mais, se apresenta como a fórmula de sucesso das organizações.

No fundo, as pessoas detêm o controlo remoto sobre o que está a acontecer e sobre o que acontecerá. As pessoas são o elemento participante que influenciam a escrita/narração da história desde o início. São também elas as impulsionadoras de muitas ideias e movimentos que são aproveitados pelas organizações.

«Tal como uma plateia no teatro nos deixa saber se algo é engraçado ou triste, no momento em que eu partilho algo, seja o que escrevi ou uma imagem que publiquei, vejo logo o impacto que causa.» Sir Patrick Stewart, Actor.

Cito a exemplo o caso de a maior parte dos programas televisivos de entretenimento se munir das redes sociais para incentivar o espectador a participar. Comentando no Twitter com hashtags ou publicando fotografias no Facebook sobre o tema que está a ser debatido. Ou, mais ao vivo ainda, entrando em directo na conversa através do Skype.

O programa Curto Circuito (CC All Stars), da SIC Radical, utiliza regularmente esta ferramenta para saber o ponto de vista de quem os vê. Para além dos constantes comentários que os espectadores vão fazendo no Twitter (com a hashtag #CCALLSTARS) ao longo de todo o programa juvenil: https://www.youtube.com/watch?v=1h-_2UEtsqA

As histórias pessoais podem transcender os seus grupos etários, géneros e grupos sociais. Construir conteúdo qualquer um o constrói. Para perceber o conteúdo, activá-lo e torná-lo em algo notório e valioso, é necessário o “engenheiro da comunicação”. Ele domina esse saber fazer,  junta as peças e produz mudança.

Vivemos numa verdadeira comunidade virtual na qual todos têm voz, com algo para dizer ao mesmo tempo e em tempo real. Todos somos influenciados e todos podemos influenciar.

Não podemos prever o futuro. Não sabemos para onde caminhamos. Mas podemos estar atentos e participar. Podemos estar #LIVE, segundo o documentário que analisei:

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